Internet: bem e mal

Texto:   Carla Andrea Ziemkiewicz

Têm surgido frequentemente discussões acerca do enorme potencial da internet para a disseminação de todo tipo de fofoca, injúria, difamação e outros males, que antes, ficavam restritos à ambientes mais próximos.

Com enorme velocidade propaga-se uma opinião, notícia e até mesmo uma campanha para denegrir, não apenas a imagem, mas por vezes a própria vida de uma pessoa. Fatos recentes da gravação de um conflito envolvendo infidelidade, atingiram em poucos dias milhões de exibições na internet e tornaram-se notícia na mídia. As reações são as mais diversas, cada qual sentindo-se como expectador de um reality show, identificando-se com um ou outro personagem real, inocentando ou condenando este ou aquele, jogando pedras, assinando embaixo, fazendo paródias e ridicularizando ou, mais raramente, compadecendo-se com a dor alheia. As razões ou emoções pelas quais aquele ser humano colocou-se ali, na mais absoluta exposição, nenhum de nós saberá assim como a nenhum de nós caberá o direito de julgar, se formos realmente além da frivolidade da superfície.

Neste processo todos passam a generalizar os perigos da internet. O fato é que ela é, como tantas outras conquistas, fruto de uma crescente evolução da inteligência humana.

Não é, em si mesma, boa ou ruim. Como qualquer recurso, depende do uso que se faz dele. Ela pode ser usada para a destruição, para o isolamento, para a exclusão, para a alimentação de vícios , de condutas criminosas e causar danos a si e a outros. Mas também pode ser usada para o conhecimento, para a aproximação, para a divulgação de trabalhos dignos, para a promoção da paz, para a construção de relações humanas mais íntegras, para manifestação da cultura, da arte, da literatura, para promover o acesso à informações e ao mundo, que muitos não poderiam ter de outro modo.

A pessoa humana guarda em si um universo. O bem e o mal, o certo e o errado, o preto e o branco, e entre eles um infinito caleidoscópio de cores e nuances. Toda a sua criação poderá ser conduzida de acordo com a intenção de quem a manipular. Foi assim com a invenção da dinamite por Alfred Nobel, possibilitou a construção de pontes e túneis mas também a destruição de cidades inteiras nas guerras.

A cada um de nós é dada a escolha.

E a responsabilidade por ela e por suas consequências.

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