Simplesmente Adélia

Texto:  Adélia Prado


“O sonho encheu a noite

Extravasou pro meu dia

Encheu minha vida

E é dele que eu vou viver

Porque sonho não morre”

“Dor não tem nada haver com amargura.

Acho que tudo que acontece é feito

pra gente aprender cada vez mais,

é pra ensinar a gente a viver.

Desdobrável. Cada dia mais rica de humanidade.”

“Há mulheres que dizem: Meu marido, se quiser pescar, pesque, mas que limpe os peixes. Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar. É tão bom, só a gente sozinho na cozinha,de vez em quando os cotovelos se esbarram, ele fala coisas como “este foi difícil”, “prateou no ar dando rabanadas” e faz o gesto com a mão. O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo. Por fim, os peixes na travessa, vamos dormir. Coisas prateadas espocam: somos noivo e noiva.”

“Não quero faca, nem queijo. Quero a fome”

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