Silencio amoroso

Texto:  Affonso Romano de Sant’Anna

Preciso do teu silêncio
cúmplice sobre minhas falhas.
Não fale.
Um sopro, a menor vogal pode me desamparar.
E se eu abrir a boca minha alma vai rachar.
O silêncio, aprendo, pode construir. É um modo
denso/tenso – de coexistir.
Calar, às vezes, é fina forma de amar.

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