Inteligência e relações interpessoais

Tolerância

Texto: Dani Marino

Até os anos 80 o Q.I. era um dos elementos mais importantes a serem considerados para admissão em escolas e no mercado de trabalho. Testes e mais testes indicavam um número que determinava sua capacidade de apreensão de conteúdos.
A partir dos anos 90, Daniel Gooleman sugeriu que de nada adiantava um QI alto se a pessoa não possuía inteligência emocional (Q.E.). A Inteligência emocional indica nossa capacidade de interagir socialmente e lidar com conflitos interpessoais. Essa habilidade passou a ser o elemento de classificação em vagas de emprego, analisada a partir de testes bem específicos que demonstram como o indivíduo é capaz de enfrentar situações adversas sem criar desconforto ou problemas entre os colegas.
Recentemente conheci o conceito de inteligência cultural, ou seja, a capacidade do indivíduo de interagir e lidar com as culturas diferentes presentes em um mesmo ambiente.
Embora esses conceitos tenham sido mais amplamente difundidos entre gestores e empresários, eles podem facilmente ser aplicados na vida cotidiana.
Infelizmente, não somos educados para uma convivência que priorize a cooperação, o que é ridículo se considerarmos o fato que vivemos em sociedade. Uma educação pautada na ascenção individual, onde sucesso está associado ao acúmulo de bens, não favorece uma convivência harmoniosa. Pessoas que não conseguem enxergar além do próprio umbigo, que não entendem que conviver implica fazer concessões, estão fadadas ao ostracismo, pois o mundo não comporta mais atitudes egoístas. Um futuro sustentável depende das pessoas desenvolverem suas inteligências, todas elas. Não adianta ser o supra sumo do que quer que seja se não consegue manter uma relação saudável com quem o cerca e isso implica aprender a ser cordial e deixar de achar que os outros lhe devem algo.
Portanto, o que define o sucesso dentro dessa lógica é certamente manutenção de um network, pois é isso que indica a capacidade de alguém de lidar com adversidades em ambientes diferentes. Isso porque habilidade técnica e conhecimento podem ser adquiridos com estudo, já as outras inteligências costumam ser inerentes a certos indivíduos ou no mínimo, levam muito mais tempo para serem desenvolvidas.
Não à toa, certas empresas só contratam novos funcionários dependendo do resultado que ele tiver nos testes de personalidade (P.I. e L.I) ou depois de longas dinâmicas de grupo com psicólogos.
Pessoas e empresas perdem contratos por não conseguirem se alinhar à nova demanda nas formas de se relacionar, então, se vc é uma pessoa com dificuldades em se adaptar e cujos valores são muito rígidos, nada flexíveis, sugiro que reveja seus posicionamentos e olhe ao redor. O mundo está mudando. Ou nos adaptamos, ou naufragamos sozinhos com nossas convicções.

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