Um pedaço de você

Março 13, 2012

Texto: Paulo Roberto Gaefke

Um pedaço de você já ficou no tempo, quando você deixou de ler um bom livro, quando não acreditou naquele amigo…
Quando não aproveitou aquele instante para falar de amor, quando não abraçou seu pai e nem beijou a mãe.
Um pedaço de você se perdeu na curva, quando abandonou o seu sonho sem tentar, quando aceitou trabalhar onde não gostava, quando fazia o que não suportava…
Quando disse sim, quando queria dizer não, quando deixou o amor morrer antes de nascer, por medo de sofrer…
Um pedaço de você ficou parado, quando você não quis fazer um novo percurso, quando se conformou com o velho, quando ficou parado vendo o povo correr…
Quando votou em branco, se podia escolher, quando não apareceu quando era esperado.
A vida pede atitude em cada instante, e passa por cima de quem se cala, de quem aceita, de quem acredita que tudo está irremediavelmente perdido.
A vida desacata quem não se aceita, humilha quem não se valoriza, ensina com amor os que amam sem medidas, ensina com dor, os que fogem das lições.
Um pedaço de você quer tudo, outro quer se esconder.
Assim, cabe a você, só a você, dosar ansiedade e apatia, ter um tempo para criar e outro para executar…
Falar e ouvir, ensinar e aprender, caminhar e correr…
Amar e ser amado, falar baixo e gritar. Ter um tempo para refletir…
Só não vale cruzar os braços! Só não vale não ser você! Só não vale esquecer: Que nada é mais importante que você.

Reconheço

Agosto 9, 2011

Texto: Paulo Roberto Gaefke

Eu reconheço,
que tenho capacidades em mim, que desconheço.
Que as vezes falo demais, não me contenho.
Que reclamo além do necessário,
e quando contrariada,
me escondo, me retraio.

Eu reconheço,
que as vezes prefiro fugir, não me encontro,
prefiro deixar para lá, quando poderia lutar,
deixo o cansaço me vencer, por medo de perder,
nem sempre faço o que eu falo,
mas sempre falo o que deveria fazer.

Eu reconheço a minha carência,
a vontade de viver amando, suspirando,
exalando o perfume da paixão,
mas nem sempre deixo
o amor se estabelecer em mim, pois crio regras,
quero que o amor seja como eu sonhei,
e por vezes, ele é justamente o contrário.
Mas, se é amor, por que não?

Eu reconheço que pouco agradeço,
fico tentado em ver o que ainda não tenho,
esquecendo das minhas conquistas,
a alegria eu mal comemoro,
mas as decepções eu não esqueço,
por isso, eu reconheço, que em muitos dias,
eu não me conheço.

Eu reconheço, que preciso mudar,
e faço deste dia um convite para você,
vem ser feliz com o que temos,
na simplicidade de uma música,
que fala do prazer de ser quem somos,
e assim, reconhecer que o mundo é nosso,
que o dia nasceu para ser feliz,
e assim será.

“Eu reconheço em você,
a amizade, a paz e a esperança de tempos melhores,
e vejo a sua capacidade de reconhecer-se,
e assim perceber que tudo está apenas recomeçando.
neste dia que te abraça e convida para conquistar.
Reconheça, agradeça e vença!”


Pessoas mudam

Março 25, 2011

Texto: Paulo Roberto Gaefke

“Veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto:  que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas; mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou…”
(Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas)

Não se espante com a mudança nas pessoas,
você mesmo tem dias de “noite” e dias de “dia”,
momentos em que a alegria te contagia,
e outros em que a tristeza te pega fundo.
Por isso, não queira entender o próximo,
busque antes, amar sem restrições,
sem cobranças ou imagens formadas.

Relacionamentos se dissolvem assim,
com a imagem que um forma do outro sem respeitar as mudanças,
sem se importar com os desejos próprios da alma que é única, individual,
e cheia de sonhos para realizar.

Ainda hoje, reflita sobre as suas próprias mudanças,
das necessidades ainda não satisfeitas,
dos sonhos desfeitos e dos desejos incontidos,
deixe escorrer pelo ralo da hipocrisia,
a falsa idéia de que somos certinhos,
de que somos sempre os mesmos.

Nós estamos em constante evolução,
somos hoje o fruto colhido do dia de ontem
e seremos amanhã,
a semente madura do que plantarmos ainda hoje.


Do tempo e das aflições

Março 2, 2011

Texto: Paulo Roberto Gaefke

No espaço de um pensamento cabe uma vida,
no espaço de um sonho, todos os desejos.
O amor, o ódio, a dor, o pesar, a alegria,
todos passam pelas nossas vidas,
e a nossa resposta para cada momento,
depende do nosso estado de espírito.

Na alegria, o tempo é fardo leve,
parece que voa, é encantamento.
Diante da morte  de um ente querido,
ou na notícia de uma doença mais grave,
o tempo vira cruz pesada, se arrasta…

Faça a sua escolha!
Não deixe que o mundo te empurre nada.
O caminho, o curso, o amor, os amigos,
os livros, as músicas, as direções,
tudo deve estar nas suas mãos.
E quando sentir-se perdido,
ouça Deus, que habita em você.
Deus é todo o sentido e toda boa resposta.

Em tudo resta uma esperança,
o dia, a noite e a própria vida,
são como você, uma eterna criança.
Vivendo como aprendiz,
lutando para ser feliz.

    Não dramatize demais as situações,
    viva cada momento com os olhos de ver,
    pois tudo passa, tudo passará!


Permita-se

Fevereiro 13, 2011

Texto: Paulo Roberto Gaefke

Permita-se,
andar pela rua no dia de chuva e chutar as poças d´água,
andar pela areia da praia com os pés descalços,
deitar na relva ainda úmida na manhã que se apresenta,
contemplando a natureza.

Permita-se rir de si mesmo diante do espelho,
contar uma piada sem graça onde só você ri,
falar do tempo com bom humor,
contar estrelas em noite enluarada,
perder a conta e recomeçar várias vezes…

Permita-se errar e admitir o erro sem culpa,
permita-se ser seu próprio advogado,
já que você defende tanta gente,
ame-se!

Permita-se ser mais amigo que pai,
e pai na hora que o filho pede um conselho.
Permita ser menos que “super-mãe”
ser simplesmente acolhedora,
colo de mãe não tem igual.

Permita-se ser amado,
roubar um beijo, um abraço mais demorado,
andar de mãos dadas pela praça,
comer pipoca em um saquinho único,
beber refrigerante com dois canudinhos,
coisas bobas dos apaixonados,
guardar papéizinhos,
bobeira deliciosa…

Permita-se chorar de vez em quando,
desopilar a alma, emocionar-se,
permita o arrepio dos pelos,
e no contato com Deus,
permita o toque do Divino,
e crer na força da transformação que existe em você.

Permita-se hoje, viver o amanhã,
sem se preocupar com o que foi,
pois assim é você, pessoa maravilhosa,
que tudo pode dentro das suas limitações,
e para quem já aprendeu sonhar,
qual é o limite da própria vida?

Permita a invasão da alegria,
seja feliz, ainda que a noite pareça não ter fim,
o dia vai chegar e quer te encontrar sorrindo!


Um pedaço de você

Fevereiro 8, 2011

Texto: Paulo Roberto Gaefke

Um pedaço de você já ficou no tempo,
quando você deixou de ler um bom livro,
quando não acreditou naquele amigo…

Quando não aproveitou aquele instante
para falar de amor,
quando não abraçou seu pai e nem beijou a mãe.

Um pedaço de você se perdeu na curva,
quando abandonou o seu sonho sem tentar,
quando aceitou trabalhar onde não gostava,
quando fazia o que não suportava…

Quando disse sim, quando queria dizer não,
quando deixou o amor morrer
antes de nascer, por medo de sofrer…

Um pedaço de você ficou parado,
quando você não quis fazer um novo percurso,
quando se conformou com o velho,
quando ficou parado vendo o povo correr…

Quando votou em branco, se podia escolher,
quando não apareceu quando era esperado.

A vida pede atitude em cada instante,
e passa por cima de quem se cala,
de quem aceita, de quem acredita que tudo
está irremediavelmente perdido.

A vida desacata quem não se aceita,
humilha quem não se valoriza,
ensina com amor os que amam sem medidas,
ensina com dor, os que fogem das lições.

Um pedaço de você quer tudo, outro quer se esconder.

Assim, cabe a você, só a você,
dosar ansiedade e apatia,
ter um tempo para criar e outro para executar…

Falar e ouvir, ensinar e aprender, caminhar e correr…

Amar e ser amado, falar baixo e gritar.
Ter um tempo para refletir…

Só não vale cruzar os braços!
Só não vale não ser você!
Só não vale esquecer:
Que nada é mais importante que você.