Artigos

Apresentaremos aqui artigos sobre os temas mais frequentes na clínica e na psicologia, objeto de questionamentos e angústias nos dias atuais.

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DEPRESSÃO

O que é depressão?
É uma alteração no humor que se caracteriza por um ou mais episódios depressivos, com duração de pelo menos duas semanas. É importante prestar atenção aos sintomas desta doença, porque ela pode durar até 2 anos.
A depressão pode ocorrer em virtude de um conjunto de vários fatores. Por exemplo: predisposição genética; situações difíceis, desgastantes e frustrantes; perda de pessoa querida; de emprego; de dinheiro; de posição social ou profissional, separação amorosa, gravidez e parto (depressão puerperal); menopausa; síndrome do pânico; stress pós- traumático (assalto, seqüestro); psicose; alguns medicamentos; drogas; álcool; doenças (câncer, HIV, entre outras); dores crônicas; distimia, outros.
Seus sintomas mais comuns são: (DSM.IV).
• Sentir-se deprimido a maior parte do tempo,
• Sensação de inutilidade ou culpa,
• Interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades rotineiras;
• Problemas psicomotor (agitação ou retardo);
• Apetite diminuído ou ganho de peso(sem fazer regime);
• Insônia ou hipersonia;
• Baixa energia ou fadiga;
• Baixa auto-estima; fraca concentração ou dificuldade em tomar decisões;
• Sentimentos de desesperança,
• Pensamentos sobre morte, planos ou tentativa de suicídio.
O humor pode ser irritável ao invés de triste.
Tratamentos: Antidepressivos e psicoterapia.
Quando identificar pelo menos 3 sintomas comuns é interessante procurar um médico ou psicólogo para uma consulta e ver se há necessidade de um tratamento.
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TRANSTORNO BIPOLAR

O Transtorno Bipolar é uma doença que se caracteriza pela alternância de humor, sendo que ora a pessoa fica eufórica (episódios de mania) ora deprimida, intercalando com períodos de normalidade. Apesar de transtorno bipolar do humor nem sempre ser facilmente identificado, existem evidências de que fatores genéticos possam influenciar o aparecimento da doença.

Com o que não deve ser confundida

Não devemos confundir transtorno bipolar com as alterações de humor motivadas por dificuldades cotidianas estressantes , pois estas são momentâneas e tendem a desaparecer quando as dificuldades são resolvidas.

Sintomas

A mudança do comportamento de euforia para depressão ou vice-versa é súbita, mas o indivíduo não percebe esta alteração ou a atribui a algum fator do momento, pois o senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações ficam prejudicadas ou ausentes.

Quando em um episódio de Mania ou Euforia o paciente pode apresentar:

  • Aumento de energia e disposição;
  • Humor eufórico;
  • Irritabilidade, impaciencia, “pavio curto”;
  • Distração;
  • Exaltação;
  • Pensamento acelerado,tagarelice;
  • Insonia;
  • Otimismo exagerado, aumento da auto-estima;
  • Gastos excessivos;
  • Falta de senso crítico;
Em casos mais graves podem ocorrer: delírios e alucinações; abuso de álcool ou drogas; idéias de suicídio; desinibição exagerada; comportamentos inadequados.
Quando em um episódio de Depressão o paciente pode apresentar:
  • Desanimo, cansaço mental;
  • Dificuldade de concentração, esquecimento;
  • Isolamento social e familiar;
  • Apatia, desmotivação;
  • Sentimento de medo, insegurança, desespero e vazio;
  • Pessimismo, idéias de culpa;
  • Baixa auto-estima;
  • Alteração do apetite;
  • Redução da libido;
  • Aumento do sono;

Em casos mais graves pode ocorrer: dores e problemas físicos como cefaléia, sintomas gastintestinais, dores pelo corpo e pressão no peito; idéias suicidas.


Tratamento

O tratamento mais indicado atualmente é uma combinação de medicamentos com psicoterapia. O diagnóstico precoce aliada a uma terapêutica adequada é um bom caminho para a melhoria e manutenção da qualidade de vida do portador desse distúrbio. A participação da família também é muito importante. Para auxiliar o paciente, a família precisa saber o que é e como se trata o transtorno bipolar. Esse entendimento trará ao paciente a sensação de apoio e compreensão que serão importantes atitudes no relacionamento familiar. Um bom conhecimento da doença e do seu tratamento pelo paciente, pelos seus familiares e amigos, aumenta a possibilidade de uma vida produtiva, com qualidade e satisfação.

Muitas vezes o paciente não percebe que tem esta enfermidade, e é necessário que familiares e amigos estejam bem informados e saibam reconhecer alguns dos sintomas para poderem encaminhá-lo a um tratamento adequado.

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SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL
Elementos

Programação sistemática → Em geral, é feita pelo guardião, porque tem mais acesso e tempo com a criança. E, em especial, porque ela volta para ele.

Contribuição da criança → Passa a inventar histórias. Mentir. A criança responde com uma falsa autonomia. Pseudo-maturidade. Identifica-se com o alienador. “Loucura a dois”.

Significados

Síndrome Estado mórbido (doença) caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas, e que pode ser produzido por mais de uma causa.

Alienação Alienação se refere a diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar e agir por si próprio. A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesma, se tornando sua própria negação.

Parental → Relativo a pai e mãe.

Genitor Alienador

  • Quer ter o controle total de seus filhos. Não é capaz de individualizar, reconhecê-los como seres humanos separados de si.
  • Não respeita as regras e não tem o costume de obedecer às sentenças dos tribunais. Presume que tudo lhe é devido e que as regras são para os OUTROS.
  • Não distingue entre dizer a verdade e mentir. A mentira repetida se torna a verdade.
  • Busca controlar o emprego do tempo dos filhos quando estão com o outro genitor e também seus sentimentos para com ele.
  • É muito convincente na sua ilusão de desamparo e nas suas descrições. Consegue, muitas vezes, fazer com que todos acreditem na mentira que conta, até ele próprio passa a viver em função de mentiras que conta para si mesmo.
  • Finge de maneira hipócrita seu esforço de querer mandar os filhos para as visitas com o outro genitor.

Critérios de Identificação

BONE-WALSH prediz de maneira razoável que o processo de alienação está ocorrendo, observando a presença de quatro critérios:

1.     Obstrução a todo contato

  • O outro genitor não é capaz de cuidar dos filhos;
  • Os filhos não se sentem bem quando voltam das visitas;
  • Precisam de um tempo para adaptar-se a nova realidade;

A mensagem dirigida aos filhos é que o outro genitor não é mais um membro da família e está relegado a um estado deplorável, e que é desagradável ir vê-lo.

Esta apresentação corrói seriamente a relação entre os filhos e o genitor ausente. Tanto que, neste contexto, a menor alteração nos planos de visitas é pretexto para anulá-la.

O objetivo é excluir o outro genitor da vida dos filhos.

2.     Denúncias falsas

  • O abuso mais grave que se invoca é o abuso sexual;
  • Formas de abuso que deixam marcas são menos freqüentes;
  • O mais freqüente é o abuso emocional.

3.       Deterioração da relação após a separação

É o critério mais decisivo. Importante que o estudo da relação anterior à separação seja minucioso.

4.      Reação de medo da parte dos filhos

É preciso que o filho escolha o genitor alienador em sua preferência. Se o filho desobedece a esta diretiva aprenderá logo a pagar o preço. Será submetido a diversas formas de ameaças como, por exemplo: “Você está ficando igualzinho ao seu pai”, implícito o peso que essa comparação significa ou, “Se continuar assim vou te mandar para viver com seu pai” o sentimento de abandono… O filho se põe numa situação de dependência e fica submetido a provas constantes de lealdade.

Este procedimento atua sobre a emoção mais fundamental do ser humano: “o medo de ser abandonado”.

O filho alienado sente que deve eleger o ambiente do genitor alienador. É ele quem tem o poder e a sobrevivência do filho dependente.

A SAP é caracterizada por um conjunto de sintomas que aparecem na criança geralmente juntos, especialmente nos tipos moderado e severo.

  1. Campanha denegritória contra o genitor alienado.
  2. Racionalização fraca, absurda ou frívola para a depreciação.
  3. Falta de ambivalência.
  4. Fenômeno do “pensador independente”.
  5. Apoio sistemático ao genitor alienador no conflito parental.
  6. Ausência de culpa sobre a crueldade e/ou exploração contra o genitor.
  7. Presença de encenações “encomendadas”, fingidas.
  8. Generalização a outros membros da família e círculo social do alienado.

Estágios

Estágio

Descrição – Gardner

Estágio I           Leve

Normalmente as visitas se apresentam calmas, com um pouco de dificuldades na hora da troca de genitor. Na companhia do genitor alienado, as manifestações de desmoralização desaparecem ou são discretas e raras. A motivação do filho é conservar um laço sólido com o genitor alienador.

Estágio II          Médio

O genitor alienador utiliza uma grande variedade de táticas para excluir o outro genitor. Os filhos intensificam sua campanha de desmoralização no momento da troca, para agradar ao genitor alienador. O genitor alienado é inteiramente mau é o outro é totalmente bom. Apesar disto, aceitam ir com o genitor alienado. Uma vez afastados tornam-se mais cooperativos.

Estágio III      Grave

Os filhos compartilham os mesmos fantasmas paranóicos que o genitor alienador tem em relação ao ex-cônjuge.

Podem ficar em pânico apenas com a idéia de ter que visitar o outro genitor.

Mesmo afastados do genitor alienador durante um período significativo é impossível reduzir seus medos, terrores e suas cóleras. Todos esses sintomas reforçam o laço patológico que têm com o genitor alienador.

Uma resposta a Artigos

  1. maria d ejesus lopes de OLiveira diz:

    Muito bom os artigos madejesus Psi Fortaleza CE

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